terça-feira, 24 de novembro de 2009

Wikipédia: confiar ou não?

Informação é simplesmente essencial em nossos dias atuais. A web 2.0 é fonte de informação que nos chega com velocidade rápida e em quantidade ilimitada. Uma fonte de informação livre e gratuita, que conta com a colaboração de conteúdo por milhares e milhares de usuários do mundo inteiro, é a enciclopédia on-line Wikipédia. Cada pessoa que se disponibiliza a colaborar deve respeitar as normas do site. Como é colaborativa, cada voluntário também tem a responsabilidade de fiscalizar os conteúdos enviados. Isso dá confiança e credibilidade.

Criar uma conta é simples, como se inscrever em qualquer outro serviço gratuito on-line. Após essa fase, vem o mais difícil: conseguir criar um verbete na enciclopédia. Ao contrário do que muitos pensam, os verbetes que são enviados passam por uma análise de conteúdo onde as “cabeças” (aqueles que mais colaboram no site ganham destaque e importância no gerenciamento) vão liberar ou restringir a sua colaboração informativa. Importante destacar que é proibido reprodução de textos ou imagens.

Conteúdos exclusivos são mais fáceis de entrar na enciclopédia. Citar um fato como exemplo é a melhor forma de simplificar como funciona a Wikipédia. Suéllen e Taynara formam uma dupla de cantoras do cenário gospel. No entanto, até então não havia conteúdo disponível na página. Criou-se uma conta durante a aula de Jornalismo on-line e novas tecnologias, confirmou-se a autenticidade do usuário e após esse processo enviou-se informações sobre a história das cantoras.

Instantaneamente há a disponibilização do verbete no espaço. No entanto, os administradores analisam o valor enciclopédico do artigo. As informações posteriormente filtradas, se aceitas, devem obedecer aos critérios da plataforma. Se não for concluído, o texto pode ser retirado do ar.

Qualquer pessoa que tenha a conta pode alterar o conteúdo dos textos sem que haja notificação para o responsável que enviou a contribuição primordial. E nesse processo da análise de nossa equipe surge a seguinte dúvida: então, é possível alterar o conteúdo sem que haja análise da comissão para ser validado no site? A resposta é sim.

Outro exemplo que podemos citar é a de que o título de um texto foi modificado e em seguida já estava no ar visto por quem acessasse a página. Ou seja, qualquer pessoa que tenha acesso ao site e que se disponibilize a dedicar atenção à Wikipédia pode alterar os verbetes.

Mas um detalhe muito importante deve ser destacado: esse processo de modificação é instantâneo, mas não se torna válido permanentemente, pois há voluntários que fiscalizam o conteúdo da página. Quanto mais visado o verbete, maior fiscalização enciclopédica por parte dos colaboradores.

Os fóruns apresentados tratam de discussões sobre os assuntos que se encontram disponíveis e possíveis erros que possam existir no site. Mas também é possível encontrar debates que tratam de assuntos atuais. Os usuários podem usar também a ferramenta para denunciar verbetes que carecem de fontes.

É importante deixar claro que a Wikipédia é uma fonte importante de informação muito válida nas pesquisas de nosso dia a dia. Mas precisa de aperfeiçoamento, assim como vários outros serviços que contam com a colaboração dos usuários da web que disponibilizam conteúdo.

Quem utiliza este site como fonte de consulta precisa ser crítico e desperto na consciência de que a página também está suscetível a erros. Por ter a participação de milhares e milhares de pessoas de todo o mundo, tudo o que é enviado à Wikipédia passa por fiscais que tanto colaboram com verbetes válidos quanto vandalizam os conteúdos, mas quando descobertos logo são tirados do ar. Não é à toa que a Wikipédia conquistou grande parte dos internautas do mundo todo que procuram conhecimento de fonte segura.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Imprensa e fotografia

Imprensa e fotografia certamente se casam quando coerentes, e é assim que as pessoas se interessam, elogiam e criticam os veículos de comunicação.

O jornalista que se fizer um repórter fotográfico tem a manhã de fazer esse casamento entre foto e texto, elas tem que ser homogêneas e apresentar características daquilo que está sendo apresentado. Se o assunto é crime, a foto deverá ser de acordo com o crime, pessoas presas, cenas do crime, etc. a foto é seu cartão postal e ela significa o congelamento do momento, ou seja, é questão de momento.

Para falar um pouco sobre esse assunto, convidamos o repórter fotográfico do jornal Folha da Região, Alexandre Souza que está no ramo há 20 anos, que já começa sua entrevista falando de como é importante a imagem dentro dos meios de comunicação “A fotografia é questão de momento, se você não flagrar no momento exato, perde a chance de provar cenas inacreditáveis”.

O repórter começou sua carreira quando tinha apenas 16 anos como entregador de jornal (Jornal Comarca), trabalhou com revelação de fotos, entre outros serviços, sempre relacionados á fotografia e foi crescendo a cada dia. Trabalhou no Jornal da Cidade, Site Agencia Interior, trabalhou como free-lance e Jornal Folha da Região, onde permanece á nove anos.

Souza explicou que dentro dessa profissão não pode haver medo, nojo, desmaios ou qualquer outro tipo de sentimento, se você se destinou pra tal emprego, vá e faça o seu melhor. Ele ainda enfatizou “Minha primeira foto em um acidente grave, fiquei três dias sem comer, depois fui me acostumando a fotografar cenas fortes”. Muitas vezes os profissionais são barrados e expulsos dos locais, para que eles possam fazer seu trabalho, mas esquecem que fotografia também é um trabalho. O conselho é não se retirar do local e procurar por um lugar de grande amplitude e tirar as fotos.

Ressaltou também que para se atingir a perfeição é preciso treino, ou seja, fotos e fotos, erros atrás de erros, para que certo momento você saiba quando tirar, onde tirar e de que maneira tirar as fotos.
A imagem acaba se tornando uma linguagem, quanto mais se vê, mais se acredita e muitas vezes o leitor se prende ao texto pela imagem e não pelo conteúdo, pois as imagens impactam o leitor, chamando a atenção para depois descobrir o que se trata.
E volta ao velho ditado: A imagem vale mais do que mil palavras!